Audiência pública expõe falhas na gestão do Detran

Departamento Estadual de Trânsito (Detran) informou que quase 100 mil pessoas aguardam para a realização de exame prático da CNH

Em audiência proposta pelo deputado estadual Giuseppe Riesgo (NOVO), na Assembleia Legislativa, integrantes do Detran relataram problemas na gestão do órgão, nesta quinta-feira (21/10). Entre eles, a fila de espera para a realização das provas práticas da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), que já soma cerca de 100 mil alunos, e um período de espera que pode ultrapassar os três meses. 

Conforme Riesgo, a audiência teve como objetivo investigar os motivos pelo tempo expressivo nas filas e encontrar soluções para o problema que atinge milhares de gaúchos hoje. “A demora para a aplicação das provas prejudica o desenvolvimento econômico do Estado e o cidadão que se preparou para a realização do exame. Colocamos a Assembleia Legislativa à disposição para revertermos as falhas apresentadas pela administração do Detran”, pontua.

Como deliberação da audiência, o deputado se comprometeu em buscar um diálogo com a Casa Civil para a diminuição da fila de espera; e a mudança sobre a gratificação dos servidores, a partir do número de provas por mês, valorizando a produtividade dos profissionais e estimulando a realização de um maior número de exames. 

O diretor-geral do Detran, Enio Bacci, estimou o período de 12 meses para a normalização da fila, vinculado à manutenção dos 40 servidores contratados de forma emergencial e a ampliação do quadro de funcionários para 60 aplicadores. Segundo Bacci, o estado de greve decretado pelos servidores, que acarretou na diminuição de exames ao mês, foi um fator determinante para o prolongamento do tempo de espera. “Acima dos direitos dos servidores ou dos interesses do Detran, precisa estar a qualidade dos serviços prestados ao cidadão”, argumenta Bacci. 

Representante do Sindicato dos Centros de Formação de Condutores do Estado do Rio Grande do Sul (SindiCFC), Edson Luis da Cunha, apontou o prejuízo pedagógico por parte dos alunos e a importância do andamento dos projetos na Casa Civil para a normalização dos serviços.

Com a ausência de servidores pelo estado de greve, os profissionais contratados assumiram a condução dos trabalhos, que acabaram prejudicados pelo acumulo de demanda- em média, são aplicadas 16 provas mensais, antes da pandemia eram 36 exames por servidor. “Precisaremos da ajuda do secretário-chefe Artur Lemos para não gerarmos mais desgaste para a população gaúcha”, finaliza.

Texto: Mélani Ruppenthal. Foto: Divisão de fotografia | Agência ALRS

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